Atualizado em 3 de dezembro de 2025.

O Brasil tem mais de 14 milhões de pessoas com deficiência, segundo o Censo 2022, e quase metade delas tem 60 anos ou mais. Isso mostra que envelhecer com deficiência não é uma situação excepcional. É parte da vida de milhões de brasileiros que chegam à terceira idade carregando limitações físicas, sensoriais, intelectuais ou múltiplas, seja desde o nascimento, ao longo da vida ou apenas na velhice.

Quando falamos em deficiência, estamos considerando trajetórias diferentes. Algumas pessoas nasceram com uma condição congênita, como síndrome de Down, paralisia cerebral ou deficiência intelectual. Hoje, muitas delas chegam à velhice pela primeira vez na história, graças ao aumento da expectativa de vida. Há pesquisas importantes sobre esse envelhecimento, como o documento Aging and Down Syndrome, que mostram como as mudanças da idade impactam essa população de forma particular.

Outras pessoas adquiriram uma limitação ao longo da vida por acidente, doença ou amputação. E muitas só passaram a viver com deficiência na velhice, em consequência de quedas, AVC, perda de visão, perda de audição ou declínio cognitivo.

Apesar da diversidade dessas histórias, todas compartilham um ponto em comum: o envelhecimento intensifica as dificuldades. E isso precisa ser compreendido com profundidade e sensibilidade.

Quando o envelhecimento se soma à deficiência

O envelhecimento traz mudanças naturais na força, no equilíbrio, na visão, na audição, na organização da rotina e no ritmo diário. Para quem já convive com uma deficiência, essas mudanças se tornam ainda mais evidentes.

A mobilidade reduzida torna a marcha mais lenta e rígida, diminuindo a segurança para caminhar, levantar ou subir degraus. A deficiência visual faz a visão perder ainda mais precisão, aumentando a dependência de luz, contraste e orientação. A perda auditiva distancia a pessoa das conversas e da vida social.

As limitações intelectuais podem provocar confusão, vulnerabilidade e maior dependência diante das mudanças da idade. Sequelas de acidentes, amputações ou doenças fazem o corpo responder com mais dor, cansaço e esforço. Já quando a deficiência surge apenas na velhice, a adaptação precisa ser rápida, exigindo uma reorganização completa da rotina.

Independentemente da origem, o envelhecimento amplifica as dificuldades.

A rotina fica mais pesada

Com o passar dos anos, tarefas simples começam a exigir mais força e mais atenção. Levantar da cama, trocar de roupa sem perder o equilíbrio, enxergar detalhes no chão, entender orientações durante uma consulta, segurar objetos com firmeza ou atravessar a rua com segurança deixam de ser automáticos.

Para quem nunca conviveu com limitações, esses desafios quase não são percebidos. Mas para quem envelhece com deficiência, eles moldam o ritmo do dia e determinam até onde a pessoa consegue ir.

O corpo muda e o ambiente não acompanha

O ambiente brasileiro raramente acompanha as mudanças do corpo que envelhece. E acompanha ainda menos quando a pessoa tem deficiência.

Calçadas irregulares, transporte público pouco acessível, falta de rampas, ausência de corrimãos, espaços apertados e pisos escorregadios tornam a circulação perigosa e desgastante. Dentro de casa, onde deveria haver conforto, muitas vezes faltam barras de apoio, boa iluminação e adaptações simples que evitariam quedas e inseguranças.

A pessoa sabe o que precisa fazer, mas o ambiente não favorece a execução. Quando corpo e espaço entram em conflito, a autonomia se perde pelo caminho.

A acessibilidade que não chega

Para quem envelhece com deficiência, acessibilidade não é um benefício extra. É o que permite participar da própria vida. Quando ela não existe, tudo se torna mais restrito: as escolhas, as caminhadas, as saídas, os vínculos e até os cuidados de saúde.

A maior parte das cidades brasileiras não é pensada para pessoas com mobilidade reduzida, deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência intelectual ou deficiência múltipla. Sem rampas adequadas, sem sinalização clara, sem transporte acessível e sem espaços seguros, atividades simples se transformam em obstáculos diários.

Mesmo pequenas adaptações fazem diferença: barras de apoio, boa iluminação, corrimãos, rampas bem feitas, cadeiras adequadas e organização dos móveis. Quando o ambiente abraça a pessoa, ela volta a circular. Quando não abraça, ela se isola.

A deficiência limita menos do que a falta de acessibilidade. E isso precisa ser dito com clareza.

A comunicação enfraquece

A visão se torna menos precisa. A audição perde definição. A atenção oscila. A compreensão exige mais esforço. A pessoa entende partes das frases, perde outras, cansa tentando acompanhar e, muitas vezes, prefere o silêncio para evitar constrangimentos.

A comunicação deixa de ser natural e passa a ser um trabalho. Isso afeta a socialização, a autoestima e a sensação de pertencimento.

A autonomia começa a escapar

A velhice pode significar perder habilidades que levaram anos para serem construídas, perceber que o corpo já não responde como antes ou enfrentar mudanças que chegam rápido demais, tudo depende de quando a deficiência entrou na vida da pessoa.

A autonomia não desaparece de um dia para o outro. Ela se desgasta aos poucos. Primeiro nas atividades mais simples, como se vestir e organizar pequenas tarefas. Depois nas que exigem mais atenção, memória ou equilíbrio. O acúmulo dessas perdas afeta a autoestima e cria um sentimento constante de insegurança.

A parte emocional pesa mais o que se imagina

Envelhecer com deficiência envolve sentimentos complexos. Frustração por não conseguir fazer o que antes era simples. Vergonha de depender. Medo de cair. Medo de atrapalhar. Medo de se tornar um peso para a família. Insegurança diante das mudanças do próprio corpo. Tristeza pelo afastamento social.

Essas emoções não aparecem em exames, mas têm impacto direto no bem-estar, na motivação e na autonomia.

A família tenta acompanhar, mas o cuidado é pesado

Cuidar de uma pessoa idosa com deficiência é um trabalho contínuo, exigente e emocionalmente desgastante. É comum que uma única pessoa assuma a maior parte das responsabilidades, o que gera sobrecarga, exaustão e culpa. Esse desgaste tem nome e sinais claros, como explicamos no texto sobre estresse do cuidador.

A família quer acertar, quer proteger, quer apoiar, mas sem orientação e sem apoio profissional, o cuidado se torna difícil de sustentar. E isso afeta tanto quem cuida quanto quem é cuidado.

Há caminhos para tornar essa fase mais leve

Mesmo diante de tantos desafios, é possível construir uma velhice mais segura, confortável e digna. Pequenas adaptações no ambiente, uma rotina bem organizada, comunicação clara, estímulos adequados, acompanhamento profissional e apoio emocional fazem uma diferença enorme na vida da pessoa idosa com deficiência.

O objetivo não é retirar a autonomia. É preservar o que ainda existe com respeito, segurança e dignidade.

Conclusão

Envelhecer com deficiência é enfrentar desafios somados entre corpo, ambiente, acessibilidade limitada, estrutura social inadequada e falta de apoio. Mas com cuidado especializado, orientação profissional e acolhimento, essa etapa pode ser mais tranquila, mais humana e mais participativa.

A Mão do Amor trabalha justamente nesse ponto. Oferece cuidado contínuo, sensível e qualificado para que cada pessoa idosa, com ou sem deficiência, possa viver com conforto, segurança e dignidade.

 

Atualizado em 6 de outubro de 2025.

O que é senescência

A senescência é o processo natural de envelhecimento. Ela reúne as mudanças fisiológicas que acontecem no organismo ao longo da vida, sem estarem ligadas necessariamente a uma doença.

Entre essas transformações estão:

  • perda progressiva de massa e força muscular,
  • diminuição da capacidade respiratória e cardiovascular,
  • alterações na pele, ossos e articulações,
  • ritmo mais lento em algumas funções cognitivas.

Essas mudanças não são doenças. Fazem parte do ciclo da vida. Isso não significa que doenças não possam surgir na velhice, mas sim que o envelhecimento em si não deve ser confundido com uma condição patológica.

O que é senilidade

A senilidade não é a mesma coisa que a senescência. Enquanto a senescência fala das mudanças naturais do corpo, a senilidade se refere às doenças que podem surgir na velhice.

Alguns exemplos de condições associadas à senilidade:

  • demências – como Alzheimer e outras perdas cognitivas progressivas,
  • fragilidade acentuada – quando a perda de força e autonomia vai além do esperado para a idade,
  • dependência funcional – dificuldade para realizar atividades básicas do dia a dia.

É importante lembrar: a senilidade não é inevitável. Muitas pessoas envelhecem sem desenvolver doenças incapacitantes.

Por outro lado, mesmo quem sempre se cuidou pode enfrentar enfermidades inesperadas. Fatores como genética, ambiente e biologia também influenciam.

Os cuidados com a saúde não eliminam todos os riscos, mas eles aumentam as chances de viver com mais autonomia, qualidade de vida e independência.

Envelhecimento saudável

Mesmo com as mudanças naturais da senescência, é possível viver bem. Um bom envelhecimento não acontece de um dia para o outro: ele é uma construção contínua, feita de hábitos, vínculos e escolhas ao longo da vida.

Alguns pilares importantes para essa construção são:

  • movimento regular – exercícios de força, equilíbrio e caminhadas,
  • alimentação equilibrada – rica em frutas, verduras, proteínas e fibras,
  • relações sociais – manter laços familiares e de amizade,
  • sono adequado – respeitar o descanso e a rotina do corpo,
  • acompanhamento de saúde – consultas preventivas e exames de rotina.

E, assim como acontece com a saúde mental dos idosos, cada passo fortalece a autonomia e o bem-estar.

Mitos e verdades sobre o envelhecimento

Mito 1 – Todo idoso vai desenvolver demência

Verdade: não é bem assim. No Brasil, estima-se que cerca de 8% das pessoas acima de 60 anos tenham algum tipo de demência. Isso significa que mais de 90% dos idosos não têm a condição.

O risco aumenta com a idade, principalmente após os 85 anos, mas ainda assim não é inevitável. Muitos idosos chegam a idades avançadas com cognição preservada.

Mito 2 – Envelhecer significa se tornar frágil

Verdade: o corpo passa por perdas naturais — força, massa muscular e resistência diminuem com o tempo. Isso é senescência, parte do envelhecimento normal.

Mas “fragilidade” no sentido extremo não acontece com todos. Exercícios, boa nutrição e acompanhamento de saúde ajudam a reduzir os impactos e manter autonomia.

Mito 3 – Envelhecer é sinônimo de dependência

Verdade: a dependência pode ocorrer em casos de doenças ou condições específicas, mas não é consequência automática da idade.

Muitos idosos seguem independentes, cuidam de sua própria rotina e até oferecem apoio a outras pessoas.

Como envelhecer bem é uma construção

Enxergar a diferença entre senescência e senilidade ajuda a combater preconceitos e a valorizar o idoso de forma justa. O envelhecer natural não deve ser confundido com doença, mas é preciso reconhecer que, ao longo da vida, podem surgir desafios que exigem atenção.

Um bom envelhecimento não acontece de repente: ele se constrói com escolhas, apoio familiar e acompanhamento de saúde.

Na Mão do Amor, acreditamos que esse caminho pode ser mais leve e seguro quando há quem caminhe junto. Nosso compromisso é apoiar famílias e idosos para que cada etapa da vida seja vivida com autonomia, acolhimento e qualidade.

Atualizado em 30 de setembro de 2025.

O Brasil envelhece rapidamente: segundo o IBGE, até 2030 o número de idosos será maior do que o de crianças. Isso significa que cada vez mais famílias precisam repensar o ambiente doméstico, já que a casa nem sempre está preparada para essa fase da vida.

As quedas estão entre as principais causas de internação de pessoas com mais de 60 anos, e muitas delas acontecem dentro do próprio lar. Por isso, adaptar o espaço em que o idoso vive é uma forma essencial de prevenção, mas também de garantir qualidade de vida e autonomia.

Adaptações práticas por ambiente

Mais do que remover barreiras físicas, tornar a casa acessível significa pensar em como cada espaço pode ser usado com segurança e conforto. Iluminação adequada, ventilação, silêncio e temperatura agradável são fatores que fazem diferença no bem-estar e devem ser considerados junto com as adaptações estruturais.

A seguir, veja como cada ambiente pode ser ajustado para garantir mais autonomia e qualidade de vida aos idosos.

Banheiro

  • Problema: é um dos lugares mais perigosos da casa para idosos. O piso molhado, a falta de apoios e a necessidade de movimentos bruscos (levantar, se abaixar, entrar no box) aumentam o risco de quedas.
  • Solução:
    • Piso: prefira revestimentos antiderrapantes, que não ficam escorregadios quando molhados. Evite tapetes soltos.
    • Apoios: barras fixas ao lado do vaso sanitário e dentro do box dão firmeza ao sentar, levantar e se apoiar durante o banho.
    • Box adaptado: o ideal é sem desníveis, para evitar tropeços. Bancos de banho ou cadeiras próprias também ajudam a manter o equilíbrio.
    • Iluminação: luz clara e bem posicionada reduz riscos durante o banho noturno. Luzes de presença podem ser úteis.
    • Lavatório e torneiras: escolha torneiras de alavanca ou de acionamento fácil, que não exijam força nas mãos. Mantenha saboneteiras, toalhas e objetos de uso frequente ao alcance.
    • Organização: quanto mais livre de obstáculos, melhor. O banheiro deve ter espaço suficiente para circulação segura, mesmo que o idoso use bengala ou andador.

Quarto

  • Problema: o quarto é um dos espaços mais usados e também um dos mais vulneráveis. A iluminação fraca, a altura da cama e os móveis mal posicionados podem dificultar a mobilidade. Além disso, muitos idosos levantam-se à noite para ir ao banheiro, aumentando o risco de quedas.
  • Solução:
    • Iluminação: instale luzes de presença ou abajures de fácil acionamento. Assim, ao levantar-se no escuro, o idoso não precisa procurar interruptores. Boa iluminação faz diferença para reduzir riscos, especialmente porque muitas mudanças naturais da visão na terceira idade afetam a percepção do ambiente.
    • Cama: altura confortável, que permita sentar e levantar sem esforço. Se necessário, use apoiadores que se encaixam sob o colchão para ajudar a deitar e levantar com firmeza.
    • Móveis: mantenha a circulação livre. Gavetas e armários usados com frequência devem estar ao alcance, sem necessidade de se abaixar ou subir em bancos.
    • Tapetes: retire-os ou utilize modelos antiderrapantes bem fixados ao chão.
    • Clima e conforto: ambiente bem ventilado e silencioso favorece noites de sono reparador.

Sala e corredores

  • Problema: a sala e os corredores concentram boa parte da circulação da casa. Tapetes soltos, móveis em excesso ou mal posicionados, e a falta de corrimãos podem transformar esses espaços em áreas de risco. À noite, a iluminação insuficiente favorece tropeços e quedas.
  • Solução:
    • Tapetes: retire-os ou opte por modelos antiderrapantes bem fixados ao chão.
    • Móveis: mantenha a circulação livre, evitando objetos que obstruam a passagem.
    • Corrimãos e apoios: em corredores longos e próximos a escadas, instale corrimãos firmes.
    • Iluminação: pontos de luz bem distribuídos, de preferência com sensores de presença nos corredores.
    • Assentos firmes: sofás e cadeiras com altura adequada e braços de apoio facilitam sentar e levantar.

Cozinha

  • Problema: a cozinha pode ser perigosa para idosos, tanto por risco de quedas quanto de acidentes domésticos (cortes, queimaduras). Prateleiras muito altas, utensílios fora de alcance e pisos escorregadios dificultam a autonomia.
  • Solução:
    • Organização de armários: coloque o que é usado com frequência em prateleiras baixas e de fácil alcance.
    • Pisos: prefira revestimentos antiderrapantes; evite cerâmicas muito lisas que escorregam quando molhadas.
    • Iluminação: boa luz sobre pia e fogão ajuda a evitar acidentes no preparo das refeições.
    • Eletrodomésticos: modelos simples e seguros, com desligamento automático.
    • Espaço livre: mantenha os corredores desobstruídos para bengala ou andador.

Áreas externas e escadas

  • Problema: quintais, varandas e escadas costumam ter desníveis, pisos irregulares e falta de apoio, aumentando o risco de quedas. A chuva e a sujeira deixam o piso escorregadio.
  • Solução:
    • Rampas de acesso: sempre que possível, substitua degraus por rampas com piso antiderrapante.
    • Corrimãos: instale corrimãos firmes em ambos os lados das escadas e em rampas longas.
    • Pisos externos: escolha revestimentos próprios para áreas molhadas, que não fiquem escorregadios.
    • Iluminação: mantenha áreas externas bem iluminadas, principalmente caminhos noturnos.
    • Jardins e quintais: evite objetos espalhados, raízes expostas e desníveis que provoquem tropeços.

Tecnologias e soluções de apoio

  • Elevadores residenciais e plataformas de escada: para casas de dois andares ou com muitos desníveis.
  • Maçanetas alavanca: mais fáceis de abrir para quem tem dor ou fraqueza nas mãos.
  • Interruptores, tomadas e torneiras em altura acessível: evitam se abaixar ou esticar demais.
  • Automação de luzes e portas: sensor de presença e comandos por voz aumentam independência.

Segurança no lar

  • Alarmes pessoais e botões de emergência: chamam ajuda rapidamente em caso de queda ou mal-estar.
  • Monitoramento com detecção de quedas: relógios ou dispositivos vestíveis que acionam familiares ou serviços médicos.
  • Detectores de fumaça e monóxido de carbono: proteção contra acidentes domésticos silenciosos.

Planejar acessibilidade desde a construção

A acessibilidade não deve ser pensada apenas quando alguém já tem limitações. Ela precisa fazer parte natural do planejamento de um lar.

Normas como a NBR 9050 orientam que novos empreendimentos considerem medidas mínimas em portas, corredores e banheiros. Isso facilita a circulação de quem usa bengala, andador ou cadeira de rodas.

Mais do que atender a uma exigência legal, incluir a acessibilidade desde o início é uma forma de valorizar o imóvel. Significa garantir que ele esteja preparado para diferentes fases da vida.

Afinal, todos nós vamos envelhecer. Pensar em acessibilidade é pensar também no nosso próprio futuro e no conforto da família inteira.

E quando a casa já está construída? Pequenas reformas podem fazer a diferença. Alargar portas, corrigir desníveis e instalar barras de apoio são medidas simples que trazem mais segurança e autonomia ao idoso no dia a dia.

O papel da família e dos cuidadores

  • Observar riscos no dia a dia, como fios soltos ou móveis mal posicionados.
  • Participar das adaptações, ouvindo as necessidades do idoso.
  • Contar com apoio profissional, que pode orientar sobre medidas adequadas para tornar a casa mais segura.

Na Mão do Amor, acreditamos que cuidar é mais do que oferecer assistência direta: é também criar um ambiente que proporcione segurança, autonomia e bem-estar. Por isso, além de apoiar o idoso nas atividades diárias, orientamos as famílias sobre como tornar o lar mais acessível e seguro.

Ainda assim, mesmo com todas as adaptações, chega um momento em que a segurança deve ser prioridade.

Nessas situações, vale refletir sobre alternativas e avaliar com atenção até quando o idoso pode morar sozinho.

O cuidado com a acessibilidade, aliado ao acompanhamento próximo, garante não apenas a prevenção de acidentes, mas também a valorização da vida e da dignidade em cada etapa do envelhecimento.

Atualizado em 6 de agosto de 2025.

Envelhecer não significa voltar à infância. No entanto, muitos idosos ainda são tratados como se tivessem perdido a capacidade de decidir por si mesmos. A infantilização é um comportamento comum, muitas vezes inconsciente, que retira da pessoa idosa sua autonomia e dignidade. E isso pode afetar profundamente sua autoestima, saúde emocional e até física.

Mas afinal, como evitar esse erro e oferecer um cuidado que respeite a história, a individualidade e o protagonismo de quem envelhece?

O que é infantilização na terceira idade?

A infantilização ocorre quando tratamos uma pessoa idosa como se ela fosse incapaz, frágil ou dependente em excesso, mesmo quando isso não condiz com sua realidade. Pode aparecer de forma sutil:

  • Falar com voz infantilizada, como se fosse uma criança
  • Tomar decisões por ela sem consultar sua opinião
  • Substituir a autonomia por “ajuda” desnecessária
  • Evitar conversas sérias como se ela “não fosse entender”

Esse tipo de atitude, mesmo que venha com boas intenções, comunica desrespeito. E pode gerar frustração, insegurança, isolamento e até resistência aos cuidados de verdade.

Se, por exemplo, um idoso apresenta limitações físicas, é essencial saber até onde ele pode agir sozinho. Nesse sentido, entender os desafios e os cuidados com problemas comuns como os de coluna pode ajudar a calibrar o apoio sem tirar sua autonomia.

O respeito começa com a escuta

Respeitar a pessoa idosa é, antes de tudo, ouvi-la. É perguntar como ela prefere ser cuidada, com que roupas se sente bem, o que gostaria de comer, que rotina prefere seguir.

A escuta ativa é o ponto de partida para um cuidado ético, humano e centrado na pessoa. Quando incluímos o idoso nas decisões do seu dia a dia, estamos dizendo: “sua opinião importa, sua experiência é valorizada”.

E essa escuta não precisa acontecer só no ambiente familiar. Ela se amplia também no convívio social. Manter o idoso inserido em círculos de afeto e diálogo fortalece sua autonomia e sua autoestima. A vida social ativa na terceira idade é uma grande aliada do respeito.

Incentivar a autonomia faz parte do cuidado

Sempre que possível, o idoso deve ser incentivado a manter sua autonomia. Isso inclui:

  • Participar de tarefas simples do dia a dia
  • Escolher suas roupas, programas e refeições
  • Administrar seus próprios horários
  • Ser envolvido em decisões familiares

Mesmo quando há limitações físicas ou cognitivas, é possível adaptar atividades para que ele siga exercendo algum controle sobre sua rotina, com apoio, não substituição.

Cuidadores e familiares podem contar com ajuda especializada para isso. A fisioterapia, por exemplo, é uma grande aliada na manutenção da autonomia na terceira idade, mesmo em situações de fragilidade.

Linguagem e postura importam

A forma como nos dirigimos à pessoa idosa diz muito. Evite:

  • Diminutivos como “bonitinho”, “fofinha”, “vovozinho”
  • Expressões como “deixa que eu faço pra você” sem necessidade
  • Interromper falas ou desconsiderar opiniões

Prefira uma comunicação clara, direta e gentil, com o mesmo respeito que você gostaria de receber.

O papel do cuidador e da família

Família e cuidadores devem caminhar lado a lado com o idoso, nunca à frente ou por cima. Isso inclui decisões importantes do cotidiano, como o retorno à rotina após as férias e o momento certo de contar com um cuidador, que precisam ser construídas com diálogo e respeito. Até mesmo questões simples, como a rotina do sono na terceira idade, podem e devem ser ajustadas em parceria com ele.

Esse cuidado compartilhado também envolve afeto, convivência e presença. Relações familiares de troca e respeito, como as que envolvem netos e avós, podem ter um papel decisivo na saúde emocional e no fortalecimento da identidade. O vínculo entre netos e idosos é uma dessas pontes intergeracionais que resistem ao tempo.

Respeitar é o primeiro passo do cuidado

Evitar a infantilização é um gesto de amor. É reconhecer que o idoso não perdeu sua identidade com o tempo, ele a fortaleceu. Respeitar sua autonomia é cuidar de forma digna, ética e afetiva.

Na Mão do Amor, esse é um compromisso que levamos a sério todos os dias. Cuidar com empatia, escuta e respeito é o que nos move.

Atualizado em 5 de junho de 2025.

Por que manter uma vida social ativa faz bem na terceira idade?

A socialização na terceira idade é essencial para manter a saúde física, emocional e mental dos idosos. Ter uma vida social ativa contribui para reduzir o risco de depressão, melhora a cognição, aumenta a autoestima e até pode ampliar a longevidade.

Mais do que conviver, o idoso precisa se sentir incluído, valorizado e acompanhado.

Benefícios da socialização na terceira idade

Saúde mental fortalecida

Participar de atividades sociais regularmente ajuda a reduzir os sintomas de depressão. Um estudo realizado em Taiwan, com mais de 18 anos de acompanhamento, mostrou que idosos socialmente ativos apresentaram menos sinais de depressão, mesmo com o avanço da idade ou limitações físicas.

Estímulo cognitivo constante

Conversas, jogos e interações sociais mantêm o cérebro em movimento. A vida social na terceira idade ajuda a preservar a memória e as funções cognitivas, diminuindo o risco de doenças como Alzheimer e outras demências.

Saúde física e mais disposição

Atividades sociais incentivam o idoso a sair de casa, se movimentar e participar do dia a dia. Caminhadas em grupo, festas, reuniões familiares ou encontros com amigos promovem benefícios para o corpo e o coração.

Mais qualidade de vida e longevidade

A sensação de pertencimento e os vínculos afetivos fortalecem o emocional do idoso. Quem se sente útil e amado tende a viver mais e com mais alegria.

Como incentivar a vida social de idosos

  • Atividades em grupo: Grupos de leitura, dança, música ou artesanato são ótimas formas de manter a mente ativa e fazer novas amizades.
  • Tecnologia a favor: Videochamadas, grupos de WhatsApp e redes sociais permitem que o idoso esteja conectado com familiares e amigos, mesmo à distância.
  • Voluntariado e propósito: Ajudar o próximo ou se envolver em causas pode trazer um novo significado para o dia a dia.
  • Convívio familiar e afeto diário: Almoços em família, passeios e tempo de qualidade em casa fortalecem laços e previnem o isolamento.

O papel dos cuidadores na socialização de idosos

Cuidadores de idosos têm um papel essencial nesse processo. Além de oferecerem segurança e suporte nas atividades do dia a dia, eles podem estimular conversas, propor passeios, ajudar o idoso a participar de atividades sociais e, principalmente, manter uma rotina que favoreça o bem-estar emocional.

Na Mão do Amor, nossos cuidadores são treinados para incentivar esses momentos de convivência com carinho, atenção e empatia. Sabemos que socializar é também cuidar da saúde.

A socialização de idosos é uma estratégia poderosa para garantir mais saúde, autonomia e alegria na terceira idade. Estar em contato com outras pessoas melhora o humor, ativa o corpo e a mente e dá ao idoso motivos para seguir com mais vontade de viver.

Atualizado em 1 de março de 2025.

Nunca é tarde para cair na folia! Essa festa tão brasileira é uma oportunidade única para viver momentos de alegria, renovar o espírito e fortalecer os laços com amigos e familiares.

Para os idosos, o Carnaval pode ser muito mais do que uma simples celebração – é um convite para reviver histórias, movimentar o corpo e, acima de tudo, sentir-se vivo e pertencente a essa grande festa popular.

O Carnaval e seus benefícios para a terceira idade

O Carnaval traz inúmeros benefícios para os idosos, tanto físicos quanto emocionais. Participar da folia pode ajudar a reduzir o estresse, aliviar a solidão e estimular o cérebro com sons, cores e interações sociais. Confira como cair na folia pode ser benéfico:

Bem-estar emocional: O ambiente festivo eleva o humor, reduz sintomas de depressão e promove a liberação de endorfina, proporcionando uma sensação de felicidade e prazer.

Estímulo à memória e cognição: A música e a dança ativam áreas cerebrais relacionadas à memória, ajudando a manter a mente ativa e criativa.

Atividade física prazerosa: Movimentar-se ao som de uma marchinha ou de um samba suave melhora a circulação sanguínea, fortalece músculos e articulações e aumenta a disposição.

Socialização e fortalecimento de vínculos: O Carnaval é uma excelente oportunidade para reencontrar amigos, conhecer novas pessoas e fortalecer laços afetivos.

Dicas para um Carnaval seguro e confortável para os idosos

A diversão deve sempre vir acompanhada de segurança, especialmente para quem já tem limitações físicas ou de mobilidade. Para garantir uma folia tranquila e prazerosa, siga estas recomendações:

Hidrate-se bem: Com o calor e a agitação, o corpo perde líquidos rapidamente. Leve sempre uma garrafinha de água e evite bebidas alcoólicas em excesso.

Vista-se de forma confortável: Escolha roupas leves, frescas e fantasias que permitam liberdade de movimento. Prefira sapatos fechados e antiderrapantes para evitar quedas.

Evite locais muito cheios: Ambientes lotados podem gerar desconforto e riscos de acidentes. Dê preferência a bailes organizados para a terceira idade, com espaços amplos e bem estruturados.

Alimente-se bem: Antes de sair, faça uma refeição leve e equilibrada, garantindo energia para curtir a folia sem desconfortos.

Respeite seu ritmo: O importante é aproveitar sem exageros! Se sentir cansaço, faça pausas e priorize o seu bem-estar.

Cuidados especiais para quem tem mobilidade reduzida

Para muitos idosos, problemas de mobilidade podem ser uma preocupação durante o Carnaval. Mas isso não significa que seja preciso abrir mão da festa! Algumas dicas para maior conforto e segurança incluem:

Escolha locais acessíveis: Procure eventos com rampas, corrimãos, assentos disponíveis e boa estrutura para idosos.

Utilize apoios, se necessário: Bengalas e andadores podem ser grandes aliados para evitar quedas e dar mais autonomia.

Evite longos períodos em pé: Busque lugares onde seja possível sentar e descansar entre uma dança e outra.

Dê preferência a transportes seguros: carros, seja um táxis ou de aplicativos são opções mais seguras do que longas caminhadas.

Esteja sempre acompanhado: A presença de amigos ou familiares aumenta a segurança e torna a experiência mais divertida. O

Carnaval é para todos! Com planejamento e alguns cuidados, é possível aproveitar essa festa maravilhosa com energia e entusiasmo. Nunca é tarde para cair na folia e celebrar a vida com alegria! Que tal reunir amigos, preparar uma fantasia especial e entrar no clima carnavalesco? Compartilhe suas experiências e inspire mais idosos a curtirem essa época do ano com todo o brilho que ela merece!

Atualizado em 12 de fevereiro de 2025.

As férias são um momento especial para reunir a família, viajar e viver momentos de alegria ao lado de quem amamos.

No entanto, com o fim desse período, a rotina volta ao normal, e muitas famílias percebem, após as tradicionais festas e férias de final de ano, que os idosos podem precisar de mais suporte no dia a dia.

Esse é o momento ideal para avaliar se a presença de um cuidador pode trazer mais segurança e qualidade de vida ao idoso.

O impacto do fim das férias na vida dos idosos

Durante as férias, os idosos costumam contar com mais companhia, seja de familiares ou amigos. A presença dos netos é muito comum. A ausência dos familiares, que voltam às suas atividades diárias, pode evidenciar desafios como:

  • Sentimento de solidão ao se deparar com a volta à rotina
  • Aumento da insegurança;
  • Dificuldade em manter hábitos saudáveis;
  • Dificuldade maior em realizar tarefas diárias, como higiene pessoal e alimentação;
  • Falta de companhia e incentivo para atividades de lazer e exercícios físicos;
  • Esquecimento de compromissos importantes, como consultas médicas e administração de medicamentos;
  • ​​Redução da socialização e do estímulo mental;
  • Maior risco de quedas e acidentes domésticos.

Sinais de que um cuidador pode ser necessário

Se o idoso encontra dificuldades para manter sua independência com segurança, um cuidador pode ser uma excelente alternativa.

Um profissional capacitado pode auxiliar de diversas formas, promovendo o bem-estar e a tranquilidade da família, garantindo que o idoso receba todos os cuidados necessários. Alguns sinais de alerta incluem:

  • Dificuldade em gerenciar a própria rotina e organização doméstica;
  • Alterações no comportamento, como apatia, desorientação ou isolamento social;
  • Perda de mobilidade, necessitando de auxílio para locomoção;
  • Descuido com a alimentação e hidratação;
  • Necessidade de acompanhamento em atividades externas, como idas ao médico ou passeios;
  • Os Benefícios de um cuidador para o Idoso e a família.

A presença de um cuidador proporciona um suporte completo ao idoso, promovendo mais conforto e segurança. Entre os benefícios, podemos destacar:

  • Redução de riscos domésticos e garantia de uma rotina mais organizada;
  • Estímulo para manter hábitos saudáveis e realizar atividades físicas;
  • Companhia e apoio emocional, prevenindo o isolamento e a depressão;
  • Assistência no cumprimento de horários de medicação e compromissos;
  • Mais tranquilidade para a família, que pode confiar no bem-estar do ente querido.

O fim das férias é um momento oportuno para reavaliar as necessidades dos idosos e considerar soluções que garantam sua qualidade de vida. Se você percebe que seu familiar precisa de mais suporte, um cuidador pode ser a resposta para assegurar sua segurança e conforto.

Para mais informações sobre cuidados para idosos ou para encontrar um profissional qualificado, entre em contato conosco!

Atualizado em 16 de outubro de 2024.

O envelhecimento traz consigo uma série de mudanças no corpo, e a coluna vertebral é uma das áreas mais afetadas. Com o passar dos anos, ossos, músculos e articulações sofrem um desgaste natural que pode resultar em dores e limitações de movimento. Esses problemas podem impactar profundamente a qualidade de vida à medida em que envelhecemos, afetando a mobilidade, a independência e a saúde geral.

Neste artigo, vamos detalhar os principais problemas de coluna enfrentados pelos idosos, as causas, os sintomas, as opções de tratamento e, principalmente, como prevenir essas condições para garantir um envelhecimento mais saudável e ativo.

1. Osteoartrite (Artrose)

A osteoartrite, também conhecida como artrose, é uma das condições mais comuns que afetam a coluna vertebral. Com o envelhecimento, a cartilagem que recobre as articulações vertebrais se desgasta, resultando em inflamação, dor e rigidez. Esse desgaste pode ocorrer em qualquer região da coluna, mas é mais frequente na coluna cervical (pescoço) e na lombar (parte inferior das costas).

Causas: O principal fator de risco para a osteoartrite é o envelhecimento, mas o histórico familiar, lesões anteriores na coluna e o excesso de peso também contribuem.

Sintomas: Dor crônica nas costas, rigidez, sensação de “rangido” nas articulações e perda de flexibilidade são os sintomas mais comuns. Nos casos avançados, pode ocorrer dificuldade para se levantar ou se movimentar.

Tratamentos: O tratamento envolve fisioterapia para fortalecer os músculos ao redor da coluna, medicamentos anti-inflamatórios, técnicas de manejo da dor, como calor e frio, e, em casos graves, a cirurgia pode ser recomendada.

2. Hérnia de disco

A hérnia de disco ocorre quando o disco intervertebral, que age como um amortecedor entre as vértebras, sofre um desgaste ou lesão e seu núcleo gelatinoso se desloca, pressionando os nervos da coluna. Essa pressão pode causar dores intensas e, dependendo da localização da hérnia, pode irradiar para outras partes do corpo, como pernas e braços.

Causas: A degeneração natural dos discos devido ao envelhecimento é a principal causa. No entanto, fatores como má postura, esforço excessivo e lesões também podem contribuir.

Sintomas: A dor pode ser localizada nas costas ou irradiar para outras áreas. Nos casos de hérnia lombar, por exemplo, a dor pode se estender para as pernas (ciática). Fraqueza, formigamento e perda de sensibilidade nas extremidades também são sintomas comuns.

Tratamentos: Os tratamentos podem incluir repouso, fisioterapia, medicamentos para dor e anti-inflamatórios. Injeções de corticoide podem ser recomendadas para reduzir a inflamação em casos severos. Quando os tratamentos conservadores falham, a cirurgia para remover o disco afetado pode ser necessária.

3. Estenose espinhal

A estenose espinhal é o estreitamento do canal vertebral, que resulta na compressão da medula espinhal e dos nervos. Essa condição é comum em idosos devido à degeneração óssea e cartilaginosa. Ocorre principalmente na coluna lombar e cervical e pode afetar significativamente a capacidade de andar e realizar atividades diárias.

Causas: O envelhecimento é a principal causa da estenose espinhal. Fatores como osteoartrite, hipertrofia dos ligamentos da coluna e formação de osteófitos (esporões ósseos) também contribuem.

Sintomas: Dor nas costas, fraqueza nas pernas, dormência e dificuldade para caminhar por longos períodos. Muitos idosos relatam que precisam parar frequentemente para descansar durante caminhadas.

Tratamentos: Inicialmente, o tratamento é conservador, incluindo fisioterapia e medicamentos para aliviar a dor. Nos casos em que há grande limitação de movimento, cirurgias para descompressão da coluna podem ser indicadas.

4. Osteoporose e fraturas vertebrais

A osteoporose é uma condição caracterizada pela diminuição da densidade óssea, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas. Na coluna, isso pode resultar em fraturas vertebrais, que muitas vezes ocorrem de forma espontânea, sem uma queda ou trauma significativo. Essas fraturas podem causar dores intensas e até deformidades, como a cifose (corcunda).

Causas: A osteoporose é mais comum em mulheres após a menopausa, devido à queda dos níveis de estrogênio, que desempenha um papel fundamental na manutenção da densidade óssea. Outros fatores incluem deficiência de cálcio e vitamina D, sedentarismo e tabagismo.

Sintomas: Dor nas costas intensa, perda de altura ao longo do tempo e postura curvada. Em alguns casos, as fraturas vertebrais podem ser assintomáticas.

Tratamentos: A prevenção da osteoporose é crucial e envolve a ingestão adequada de cálcio e vitamina D, exercícios físicos de fortalecimento, e, em alguns casos, medicamentos que ajudam a aumentar a densidade óssea. Para fraturas, o tratamento pode incluir o uso de coletes para estabilizar a coluna, além de fisioterapia.

5. Escoliose degenerativa

A escoliose é uma curvatura lateral anormal da coluna. Na terceira idade, essa condição pode surgir devido à degeneração dos discos intervertebrais e das articulações, resultando na escoliose degenerativa. Embora seja mais leve do que a escoliose juvenil, pode causar dor e dificuldades de movimento.

Causas: O desgaste natural das articulações e dos discos intervertebrais ao longo do tempo pode levar a essa condição.

Sintomas: Desalinhamento da coluna, dor nas costas e dificuldade para se manter ereto ou caminhar. Em casos mais graves, pode haver compressão de nervos, levando a sintomas neurológicos.

Tratamentos: Fisioterapia e exercícios posturais são fundamentais para reduzir a progressão da curvatura. Em casos mais graves, pode ser considerada a cirurgia para corrigir a deformidade e aliviar a pressão nos nervos.

Prevenção de problemas de coluna entre os idosos

Apesar de muitos dos problemas de coluna serem decorrentes do processo natural de envelhecimento, algumas práticas podem ajudar a prevenir ou minimizar esses efeitos:

  • Atividade física regular: Exercícios que fortalecem os músculos que sustentam a coluna, como caminhadas, alongamentos, yoga e pilates, são fundamentais. O exercício regular mantém a flexibilidade e melhora a postura.
  • Manutenção de um peso saudável: O excesso de peso aumenta a pressão sobre a coluna, especialmente na região lombar. Manter um peso saudável é crucial para prevenir problemas de coluna e melhorar a mobilidade.
  • Postura correta: Tanto em pé quanto sentado, é importante manter a coluna em posição neutra, evitando a sobrecarga em regiões específicas.
  • Cuidados ao levantar peso: Levantar objetos pesados de maneira inadequada pode lesionar a coluna. Sempre dobre os joelhos e mantenha o objeto próximo ao corpo ao levantar algo.
  • Ingestão de nutrientes essenciais: Uma dieta rica em cálcio e vitamina D é essencial para a saúde óssea. Além disso, a ingestão adequada de proteínas ajuda na manutenção dos músculos que dão suporte à coluna.
  • Visitas regulares ao médico: Fazer check-ups regulares permite a detecção precoce de problemas na coluna e facilita o tratamento preventivo ou corretivo.

Os problemas de coluna são uma realidade para muitos idosos, mas com cuidados adequados, é possível minimizar os impactos e manter uma boa qualidade de vida. O segredo está na prevenção, com hábitos saudáveis, postura adequada e atividade física regular. E, claro, procurar orientação médica ao primeiro sinal de dor ou desconforto é essencial para evitar complicações futuras. Lembre-se de que cada caso é único, e o acompanhamento com um profissional de saúde é crucial para um diagnóstico correto e tratamento eficaz.

Atualizado em 16 de julho de 2024.

A cultura desempenha um papel fundamental em todas as fases da vida, e isso não é diferente para os idosos. Com o envelhecimento da população mundial, é crucial entender como a cultura pode influenciar positivamente a vida das pessoas na terceira idade.

A participação em atividades culturais pode proporcionar inúmeros benefícios, desde a melhora da saúde mental até o fortalecimento de laços sociais. Neste post, vamos explorar a importância da cultura para os idosos e como ela pode contribuir para um envelhecimento saudável e ativo.

Benefícios da participação cultural

A participação cultural oferece uma ampla gama de benefícios para os idosos, promovendo a saúde mental, a socialização, o estímulo cognitivo, o bem-estar físico, a autoestima e a preservação da identidade.

Saúde mental e bem-estar emocional

A participação em atividades culturais, como assistir a filmes, ir ao teatro, visitar museus ou participar de grupos de leitura, tem um impacto significativo na saúde mental dos idosos.

Essas atividades estimulam o cérebro, ajudando a prevenir doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Além disso, elas promovem o bem-estar emocional, reduzindo sentimentos de depressão e ansiedade.

Socialização e combate à solidão

A solidão é um problema comum entre os idosos, especialmente aqueles que vivem sozinhos ou longe de suas famílias. Atividades culturais oferecem oportunidades para socialização, permitindo que os idosos façam novas amizades e fortaleçam seus laços sociais.

Participar de eventos culturais, como festivais e exposições, pode ser uma excelente maneira de se manter conectado com a comunidade.

Estímulo cognitivo

Envolver-se em atividades culturais estimula a mente e promove a aprendizagem contínua. Aprender um novo instrumento musical, estudar uma nova língua ou até mesmo participar de aulas de arte são maneiras eficazes de manter o cérebro ativo e saudável.

Essas atividades não só melhoram a memória e a função cognitiva, mas também proporcionam um senso de realização e propósito.

Preservação da identidade e da história

A cultura é uma parte essencial da identidade de uma pessoa. Para os idosos, engajar-se em atividades culturais pode ajudar a preservar e transmitir tradições, histórias e valores para as gerações mais jovens. Isso não só fortalece a sensação de pertencimento, mas também contribui para a valorização e o respeito pela diversidade cultural dentro da comunidade.

Exemplos de atividades culturais perfeitas para a terceira idade

Clubes de leitura: Participar de clubes de leitura pode ser uma maneira agradável de discutir livros e compartilhar opiniões com outras pessoas.

Aulas de arte: Pintura, escultura ou cerâmica são atividades que estimulam a criatividade e oferecem uma maneira de expressar emoções.

Concertos e espetáculos: Assistir a apresentações musicais ou teatrais é uma forma de entretenimento que também promove a interação social.

Voluntariado em museus: Trabalhar como voluntário em museus ou centros culturais pode proporcionar um senso de propósito e a oportunidade de aprender mais sobre a história e a arte.

Festivais culturais: Participar de festivais é uma excelente maneira de celebrar a diversidade cultural e conhecer novas tradições.

O teatro e a magia dos palcos se dissemina entre os idosos

Participar de atividades teatrais, seja como espectador ou como ator, estimula o cérebro de várias maneiras. Memorizar falas, interpretar personagens e entender enredos complexos são atividades que mantêm a mente ativa e engajada.

Essas experiências podem ajudar a melhorar a memória, a concentração e as habilidades de resolução de problemas. Entre em contato com o Teatro Municipal de sua cidade, ou procure grupos de teatros regionais. É muito comum terem aulas e grupos voltados especialmente para idosos.

O FIT – Festival Internacional de Teatro em São José do Rio Preto

O FIT completa, em 2024, 55 anos de história. Durante os 9 dias de duração o festival que em 2021 tornou-se internacional, apresenta um teatros, ruas e em outros espaços públicos 70 espetáculos.

Os espetáculos, que são quase em toda a sua maioria gratuitos, tem apresentações voltadas para os públicos de todas as idades. A programação completa pode ser conferida no site oficial do evento.

A cultura é um elemento vital para o bem-estar de nossa sociedade. Ela oferece uma variedade de benefícios que vão desde a melhoria da saúde mental até o fortalecimento dos laços sociais. Promover e facilitar o acesso às atividades culturais para os idosos deve ser uma prioridade nas políticas de saúde e bem-estar. Encorajar a participação cultural é investir em um envelhecimento mais saudável, feliz e significativo.

Atualizado em 6 de novembro de 2023.

As redes sociais já fazem parte do dia a dia dos idosos no Brasil. É o que aponta a Federação Brasileira de Bancos, FEBRABAN, em sua 12ª Edição do Observatório – A inclusão Digital dos Idosos, lançada em setembro de 2022.

Esse acesso não se restringe apenas às redes sociais. As pessoas com mais de 60 anos usam em seu cotidiano a internet para, videochamadas, pesquisar preços e fazer compras, ver filmes e séries em plataformas de streaming e utilizar bancos por meio dos aplicativos de celular.

O acesso dos idosos à Internet em números.

De acordo com a mesma edição, 74% das pessoas com mais de 60 anos têm acesso à internet e 85% desses idosos o fazem diariamente.

Após as redes sociais e as videochamadas, o acesso aos serviços bancários digitais são os mais utilizados pelos idosos, com 72% fazendo uso rotineiro.

Esse grande acesso não se traduz em uma relação sadia. Quase 45% dos idosos brasileiros relatam sentimentos como medo e insegurança ao acessarem qualquer ferramenta digital. Sentimentos que resultam em perdas reais, já que os idosos são alvos de cerca de 70% de todos os golpes praticados pela internet.

Porque os idosos são alvos da maioria dos golpes?

Existem alguns motivos que fazem os idosos serem alvos preferenciais dos golpistas.

O primeiro deles é o fato dos idosos terem maior dificuldade com aparelhos tecnológicos. Essa dificuldade ocorre por motivos físicos e, também, pelo rápido avanço das tecnologias digitais, que muitas vezes não conseguem ser acompanhadas pelos mais velhos.

Outro ponto, é a percepção por parte dos criminosos de que os mais idosos têm mais dinheiro disponível ou guardado. Isso pode ser verdade em alguns casos, já que uma parcela da população idosa possui mais de uma aposentadoria, herdada de cônjuges, ou conseguiram guardar somas consideráveis de bens durante a vida.

Conheça os 3 tipos de golpes mais comuns contra os idosos.

Com a referida inclusão digital dos idosos os tipos de golpe também aumentaram. Veja abaixo os mais comuns.

O temido phishing

Esse ainda é o método mais comum utilizado contra os idosos. São sites falsos, idênticos aos reais, feitos com o objetivo de roubar os dados bancários das vítimas.

Os golpistas fazem versões falsas de lojas virtuais, bancos e até mesmo de serviços de streaming. Utilizando de base de e-mails vazadas, fingem ser as instituições e enviam mensagens com promoções muito atrativas, que acabam fazendo com que os idosos coloquem seus dados bancários que ficam disponíveis para os criminosos.

Outra modalidade é o phishing envolvendo sites falsos do convênio de saúde e principalmente do INSS. De grande interesse pela população idosa, a modalidade de phishing envolvendo esses assuntos é muito utilizada.

Contas falsas no WhatsApp

Muito comum esse tipo de golpe pode parecer simples, mas é muito eficaz contra os idosos. O golpe começa com a lista de contatos sendo hackeada em aplicativos ou retirados de dados públicos em redes sociais.

Com os dados em mãos os criminosos fazem contas falsas, se utilizando das fotos e nomes dos contatos. Depois iniciam conversas, falando que mudaram de número e começam a pedir dinheiro se passando pelos amigos e muitas vezes pelos filhos.

Clonagem de WhatsApp

Mais complexo do que as contas falsas, os golpistas conseguem acesso aos dados de segurança do aplicativo. Esses dados são conseguidos através de links de phishing ou até mesmo ligações, onde o estelionatário envia um código de confirmação via SMS para o celular da vítima.

Com isso, o estelionatário consegue sequestrar a conta, deixando a vítima sem acesso ao aplicativo. Então começa a pedir quantias em dinheiro para os contatos. Vale ressaltar que nessa modalidade o criminoso tem acesso a todas as conversas, podendo roubar dados sensíveis presentes nelas.

Como o idoso pode se proteger dos golpes?

A primeira coisa e talvez a mais importante, é a chamada técnica do 3P: Pare, Pense e Pesquise. A técnica é útil em todos os cenários de golpes digitais. Nunca ceda à urgência de uma promoção, solicitação ou pedidos de dinheiro, mesmo que de conhecidos ou parentes.

Ao se deparar com uma super promoção ou solicitação urgente, faça a pesquisa por contra própria, sem clicar em nenhum link na mensagem. Se é uma loja conhecida, entre usando o navegador e veja se a promoção está realmente lá. Se for uma instituição governamental ou banco, entre em contato com eles.

A mesma coisa vale para pedidos de dinheiro pela internet, seja qual for o motivo e de quem for que seja. Mesmo dos filhos. Entre sempre em contato pelos telefones usuais.

Cuidado com as senhas

Nunca reutilize senhas, mesmo em aplicativos. Crie sempre uma nova e ative a autenticação em dois fatores, sempre que possível.

Peça sempre ajuda

Na dúvida sobre qualquer assunto envolvendo o mundo digital é importante pedir ajuda para familiares e amigos com maior conhecimento.

O simples ato de não agir por impulso e ponderar sobre o que está acontecendo, fazendo uma pesquisa pessoal, fará com que as chances do golpista diminua muito. Por isso, olho vivo!