Atualizado em 23 de junho de 2022.

A vaidade é um autocuidado em qualquer fase da vida. Afinal, quem não gosta de se sentir bem com a própria aparência?

Significa estar bem consigo, com o corpo e a aparência. É valorizar as qualidades físicas que o indivíduo tem e ainda ter alguns cuidados que não são visíveis aos olhos, mas que causam bem-estar físico e emocional.

Muitas vezes a palavra vaidade tem uma conotação negativa, podendo até estar associada à futilidade. Porém, neste artigo vamos mostrar a importância de valorizar e incentivar a vaidade no público idoso, como um aspecto positivo.

Ao mesmo tempo que a terceira idade está mais vaidosa, acompanhando o aumento da expectativa de vida, a preocupação com ela também tende a cair, o que ocorre devido às mudanças sociais e fisiológicas pelas quais os idosos passam durante o processo de envelhecimento.

Dessa forma é importante ficar atento a essa queda, pois a vaidade e autoestima baixas podem provocar problemas como isolamento, depressão e ansiedade, comprometendo a vida social e a saúde dos idosos.

Impactos emocionais

Impacto emocional nos idosos

Encontrar satisfação ao encarar o espelho pode ser um desafio em qualquer idade, mas com o passar do tempo, os pequenos cuidados com a aparência ganham outros significados.

Mulheres estão mais associadas às questões relacionadas à aparência, mas os homens também podem ser igualmente impactados.

Envelhecer traz notáveis alterações físicas. Este processo vai muito além de ganhar rugas e cabelos brancos, que podem facilmente ser “disfarçados”. Inclui também ter queda de cabelos, mudanças na estrutura da pele e unhas, dentição, e até mesmo o cheiro da pessoa passa por alterações.

Estes são só alguns exemplos de situações que trazem impactos emocionais gradativos, já que entender que o corpo passa por mudanças irreversíveis pode abalar seriamente o psicológico de uma pessoa.

Começam apenas com um incômodo visual, depois passam a se sentir menos atrativos aos olhos dos outros. Em consequência, passam a ter vergonha de sua aparência e começam a evitar exposições. Assim, passam a se isolar em casa, com vergonha de todos e com a autoconfiança totalmente abalada.

Trabalhar a vaidade, a estética e a higiene é fundamental para a saúde dos idosos porque têm ligação direta com a saúde do corpo e da mente. Ao cuidar-se, a pessoa sente que faz parte do mundo e fica de bem com ela mesma.

Quando a pessoa não quer se cuidar ligue um alerta, pois pode ser indício de um sintoma de depressão.

Além de elevar a autoestima, os cuidados pessoais trazem outros benefícios, como a socialização. Quando vai a um salão de beleza, a pessoa idosa tem contato com outras pessoas e se sente bem para interagir com elas, nem que seja para trocar dicas de beleza. Ela também terá mais disposição para sair de casa, dar uma caminhada e “desfilar” com o visual.

A vaidade é bem-estar. Incentive!

Vaidade não está só associada à saúde mental, mas também à saúde física, já que muitas alterações trazem desconforto ao corpo.

Especialistas afirmam que a vaidade é tão importante para a saúde na terceira idade quanto exames periódicos e exercícios físicos. Cuidar-se significa resguardar a própria dignidade, uma forma de manter a qualidade de vida.

A vaidade em idosos deve ser incentivada, principalmente naqueles estágios em que a pessoa já não está se importando com alguns tipos de cuidados.

Seguem algumas dicas importantes que trazem conforto, e devem ser vistas com atenção por pessoas que assistem idosos, já que são eles que muitas vezes precisam executar ou contratar um serviço especializado.

Dentição

É comum que pessoas acima dos 35 anos de idade já comecem a apresentar perda de dentição. Tanto que raramente chega-se até a fase idosa com todos os dentes naturais.

São muitos os fatores que levam à perda dentária nessa fase da vida, sendo cárie e problemas da gengiva as principais razões. E, na terceira idade, a capacidade de higienização diminui por falta de destreza manual, de estímulo e até mesmo por preguiça.

Problemas bucais causam dor, desconforto e mau hálito. Além de trazer mudanças comportamentais, pois muitas vezes a pessoa deixa de sorrir ou falar com vergonha da aparência ou do odor.

É necessário cuidados diários, com uma correta escovação e uso de fio dental. Atenção especial com próteses, que devem ser bem higienizadas e possuírem bom encaixe, pois próteses desajustadas trazem desconforto e podem causar lesões graves na boca.

Consultas anuais ao dentista também se fazem necessárias.

Em algumas cidades, como São José do Rio Preto, é possível encontrar dentistas que atendam em domicílio, facilitando o tratamento para idosos.

Como dizem, o sorriso é nosso cartão de visitas e é fator essencial para a autoestima.

Cabelos

O cabelo é um dos principais símbolos da vaidade, especialmente em mulheres.

Cabelos brancos talvez seja o menor dos impactos. Culturalmente, homens costumam se orgulhar de seus fios grisalhos. Já as mulheres, podem disfarçá-los com tintura ou mesmo assumi-los, como tem sido cada vez mais comum.

Mais do que a cor dos cabelos, as alterações acontecem também no couro cabeludo, resultando na perda do volume e da espessura dos cabelos. Isso não se restringe apenas aos homens que possuem a genética da calvície. Naturalmente, os cabelos ficam mais ralos e facilmente enxergamos o couro cabeludo. Felizmente, existem tratamentos eficientes contra alguns tipos de calvície hoje em dia.

O importante é estar com os cabelos sempre limpos, perfumados, bem aparados, com um corte que agrade a pessoa, para que ela se sinta bem confiante com seu visual.

Pele

As alterações na pele vão além das rugas, como a desidratação natural e a perda na produção de oleosidade e colágeno, que restaura e renova a pele. (leia matéria completa no artigo Cuidados diários para a hidratação da pele dos idosos)

Cuidados básicos de hidratação da pele e lábios, através da ingestão de água e uso de cosméticos hidratantes são importantes para evitar ressecamentos e o aspecto áspero. Certifique-se que a pele do idoso esteja limpa e perfumada, pois trazem conforto e bem-estar.

No caso das mulheres, a grande maioria fez uso de maquiagens no decorrer da vida. Incentive para que esta prática seja mantida, já que valorizam os traços da pessoa, fazendo com que se sintam mais bonitas, atraentes e confiantes.

Fique atento à necessidade de remoção de nevos (pintas), que podem crescer de forma desordenada, trazendo incômodo físico e visual, principalmente se elas estiverem em áreas expostas, como o rosto e colo.

Lembre-se: As pintas devem sempre ser acompanhadas, já que podem ser sinal de problemas maiores, como câncer de pele.

Unhas

Vaidade dos idosos

Unhas bem-feitas, devidamente pintadas com esmalte, sempre foram um símbolo da vaidade. Mulheres tendem a se orgulhar de suas mãos e pés bonitos, cheios de feminilidade. Tanto que muitas associam a ida à manicure como uma terapia, já que é um momento que ela tira para si, para cuidar e valorizar a sua aparência.

Além do visual, existe a ótima sensação de retirar a pele morta, que se instala nas cutículas e constantemente gera desconforto. Um sentimento de leveza e limpeza.

Com o passar dos anos, a estrutura química que as compõem sofre uma série de modificações decorrentes da perda de gordura, água e nutrientes, deixando as unhas desidratadas, quebradiças e mais finas.

Também é comum as unhas ficarem mais grossas e espessas, com um aspecto semelhante a uma garra, devido a um crescimento desordenado da unha e, no caso dos pés, devido ao trauma decorrente de muitos anos usando calçados.

Portanto, os cuidados com as unhas das mãos e dos pés dos idosos merecem atenção especial. Isso vale tanto para os homens como para as mulheres.

Unhas grandes e sujas podem causar vários transtornos aos idosos, como ferir a frágil pele por meio de cortes ou transmitir-lhes doenças via bactérias acumuladas sob as unhas.

Mantê-las sempre aparadas e limpas evitam possíveis aborrecimentos e valorizam a autoimagem.

Roupas

As vestimentas são uma extensão de nossos corpos. E, os idosos, são pessoas ativas que querem ser vistas, notadas e ter seu lugar na vivência social. Isso inclui se vestir bem, continuar tendo um estilo próprio e ter sua identidade.

Importante que as roupas sempre estejam limpas e passadas, para causar a sensação de asseio e cuidados com a aparência.

É importante que eles se sintam bem com o que estão vestindo, incentive-os a usar suas peças favoritas e oriente em relação ao clima, para evitar que passem frio ou calor.

Se possível, compre roupas novas. Afinal, quem não gosta de estrear uma peça nova?

Estética em domícilio

Alguns cuidados com a vaidade são simples e podem ser executados pelos próprios idosos ou pelas pessoas que os assistem, como um cabelo bem penteado, unhas cortadas e limpas, ou até uma maquiagem.

Porém, alguns serviços podem, ou devem, ser executados por profissionais, como é o caso de dentistas.

É comum que idosos deixem de cuidar da aparência por motivos maiores, como a mobilidade reduzida, depressão, até mesmo desconforto de sair em público. São diversos motivos impeditivos que podem dificultar a ida aos estabelecimentos físicos.

Hoje em dia, é comum encontrar empresas e profissionais que atendem em domicílio. Esta modalidade traz conforto e praticidade para todos os envolvidos.

Confira alguns serviços que podem ser disponibilizados na casa do cliente:

  • Cabeleireiro
  • Manicure e podologia
  • Estética facial e corporal
  • Massagem
  • Fisioterapia
  • Dentistas

Sim, a velhice traz marcas visíveis aos olhos. Mas as mudanças em nossos corpos são inevitáveis e precisamos saber lidar da melhor forma, reduzindo qualquer impacto emocional que ela proporciona.

O importante é darmos incentivo e ferramentas para que o idoso queira se cuidar e para que ele continue se valorizando em qualquer fase da vida, mesmo sem sair de casa.

Atualizado em 23 de junho de 2022.

A cognição é um termo usado para se referir à capacidade de adquirir conhecimento e desenvolver emoções, tendo como base o raciocínio, linguagem e memória.

Nos primeiros anos de nossas vidas, o processo de aprendizado é muito dinâmico e, nesta fase, é comum que pais e professores estimulem a criança com jogos e brincadeiras educativas, com intuito de desenvolver novas habilidades do cérebro.

Quando chega a terceira idade, esta capacidade cognitiva que tanto desenvolvemos ao longo da vida começa a mostrar sinais de declínio. Portanto, é preciso procurar novas maneiras de manter o cérebro ativo e novamente os jogos mostram-se muito eficientes nesse trabalho, sendo recomendados por médicos e terapeutas ocupacionais.

As deficiências cognitivas, principalmente as relacionadas com a perda da memória, estão entre os principais transtornos que acometem as pessoas da terceira idade. Alguns jogos trazem benefícios que ajudam a combater e a prevenir algumas dessas doenças, além de facilitar as atividades cotidianas.

Com o desgaste da memória, é normal o idoso apresentar dificuldades na execução de atividades simples da rotina, como tomar banho, cuidar das finanças, preparar os alimentos, entre outras. Esse é um processo frustrante, que pode desencadear desânimo, tristeza, e em casos mais graves, a depressão.

Os jogos não podem ser considerados apenas como entretenimento, já que exercitam o cérebro, potencializando a aprendizagem, estimulando a produtividade mental, preservando determinadas habilidades e garantindo qualidade de vida para idosos de maneira descontraída e prazerosa.

Os jogos, assim como exercícios físicos e passeios, podem estimular atividades cerebrais essenciais, já que requerem o raciocínio lógico, a memória, a tomada de decisão e outras habilidades. Além dos benefícios cerebrais, alguns jogos precisam ser jogados com mais de uma pessoa, proporcionando também a interação social. Isso também é imprescindível, pois contribui para manter a saúde emocional e os relacionamentos interpessoais.

Na hora de escolher o jogo, leve sempre em consideração o estágio cognitivo do jogador. Há jogos que exigem maior atenção e interatividade e alguns idosos podem ter dificuldades para executá-los, podendo não entender ou simplesmente esquecer das regras, gerando frustrações. Nestes casos, é necessário a presença de uma pessoa orientando cada passo a ser executado, podendo ser um familiar, um cuidador, amigo ou mesmo um profissional da saúde mental. Com paciência, é possível motivar e entreter o idoso durante um longo período através de um instrumento muito divertido: o jogo.

Sendo assim, vamos abordar os diferentes tipos de jogos que são interessantes para pessoas que já apresentam distúrbios cognitivos como também para aqueles que querem preveni-los, ou mesmo retardá-los. São eles:

Jogos individuais

Jogos coletivos

Jogos eletrônicos

Jogos individuais

São os jogos que podem ser executados por um único jogador, com ou sem supervisão de outra pessoa.

Ótimos para serem praticados em casa já que não precisam de um oponente e podem ser executados com calma, sem se preocupar com a duração para execução.

Jogo da Memória

O próprio nome já entrega seu maior benefício: a memória!

Exige que o jogador exercite o raciocínio para identificar as peças iguais. O cérebro trabalha com o intuito de guardar as informações ao longo da atividade, reduzindo a perda das habilidades cerebrais.

Este jogo também influencia na habilidade de executar outras atividades cotidianas. Isso contribui para reduzir a necessidade da ajuda de terceiros e promove autonomia, o que é essencial nessa fase.

O jogo da memória otimiza a capacidade de compreensão, pois são estimuladas as áreas do cérebro que costumam atrofiar com o passar do tempo, proporcionando mais segurança e tranquilidade para executar as atividades do dia a dia.

Palavras Cruzadas

Muito populares mundo afora. Não à toa estampam diariamente as páginas de jornais e há editoras especializadas na publicação de diversas versões e níveis de dificuldade. Seus benefícios são cruciais: manutenção da bagagem de conhecimentos adquiridos ao longo da vida, além da aquisição de novos saberes. É uma atividade muito boa para manter o cérebro atuante e preparado para novas descobertas, aumenta a capacidade de raciocínio lógico, estimula a atenção e trabalha a memória.

Quebra-cabeças

Contribui para estimular o raciocínio lógico, coordenação motora e a tomada de decisões. Para que o idoso vá evoluindo na atividade, é importante começar com jogos de poucas peças, aumentando a dificuldade aos poucos.

À medida que evolui, a pessoa exercita cada vez mais a capacidade de desenvolver habilidades matemáticas e espaciais. Isso acontece porque esse exercício envolve a capacidade de encontrar a melhor solução ao mesmo tempo em que o jogador tem a necessidade de escolher as peças que deverão ser encaixadas. Desse modo, a habilidade de resolver problemas lógicos e emocionais é fortalecida.

Sudoku

De origem japonesa, pode parecer uma opção complicada, mas também traz benefícios interessantes para a fase idosa. Esse é um dos tipos de jogos mais indicados, pois exercita a memória, estimula a busca pelo raciocínio lógico e incentiva a memória visual. Além disso, estimula o convívio com os números, importante para outras tarefas cotidianas.

Jogos de Blocos

Podem ser blocos de montar ou blocos para empilhar. O objetivo desta atividade é desenvolver a coordenação motora, lateralidade, percepções de posição e coordenação espacial através do entretenimento. O raciocínio lógico também é trabalhado, já que o jogador precisa calcular o posicionamento de cada peça.

Jogos coletivos

Os jogos coletivos exigem a presença de dois ou mais jogadores. A maior vantagem desta categoria, além do estímulo cognitivo, é a oportunidade de interação social. Afinal, nada melhor do que juntar a diversão com a companhia de amigos ou familiares.

Aqui, é possível convidar amigos e familiares a jogarem em suas próprias residências, trazendo um movimento para dentro de seu ambiente. E melhor ainda se puder reunir o time em outros lugares, como praças, clubes e casa de amigos, fazendo com que o idoso tenha vida social fora de casa. Como jogos coletivos, indicamos:

Xadrez

Símbolo de inteligência e concentração, o xadrez é ótima opção para desenvolver o raciocínio lógico e estratégico. Ele deve ser jogado entre duas pessoas, proporcionando momentos de descontração e alegria. O jogo contribui para melhorar a desenvoltura no momento das decisões, ajudando o idoso a resolver problemas e a encontrar soluções para as tarefas cotidianas.

Bingo

Muito apreciado pelos idosos, é um ótimo exercício mental. Por mais simples que possa parecer, desenvolve a atenção e a coordenação motora, já que o jogador precisa ouvir o narrador, preencher a cartela rapidamente e ainda ficar atento aos números que restam.

É um momento de convívio social prazeroso, conhecido por causar motivação aos idosos. Durante os jogos, eles podem rever os amigos, colocar a conversa em dia e ainda conhecer novas pessoas, fatores relevantes para a saúde emocional.

Dominó

Conhecido como o “jogo dos aposentados”, é comum ver grupos de idosos jogando dominó nas praças das cidades, de norte ao sul do país.

Além de ser uma atividade lúdica e divertida, o dominó é muito bom para desenvolver o raciocínio lógico e a tomada de decisões. O jogador aprende a sair de situações difíceis, contabilizar as peças, mantém um convívio social e ainda exercita a memória durante as partidas.

Baralho

Jogos de cartas costumam estimular nossas memórias afetivas. Quem não tem uma boa história que envolva jogatina com amigos ou familiares?

Um instrumento super versátil pois são muitas as possibilidades de jogar. Há jogos mais complexos, como pôquer e tranca, outros mais fáceis de executar, como rouba monte e burro. Todos mostram-se eficazes para trabalhar a concentração, foco, lógica e raciocínio.

A diversão está garantida em qualquer nível de dificuldade. Um ótimo instrumento para estímulos cognitivos e socialização.

Jogos eletrônicos

Estamos em 2022 e esta categoria não poderia ficar de fora.

Tanto que todos os jogos individuais e coletivos citados neste artigo estão disponíveis para serem jogados online, nas suas mais diferentes versões e níveis de dificuldade.

Hoje há empresas especializadas no desenvolvimento de aplicativos de jogos direcionados a este público. Como exemplo, o app Cérebro Ativo, desenvolvido pelo brasileiro Fabio Ota através de um estudo científico realizado com voluntários idosos. Sua tese comprovou que os games são capazes de estimular a cognição e retardar a evolução do declínio cognitivo, em especial o Alzheimer.

Estamos só no início desta nova jornada no mercado de games. É necessário levar em consideração que a próxima geração de idosos já estará acostumada ao uso de aparelhos eletrônicos, especialmente o celular. É natural que este desenvolvimento mais acelerado aconteça.

Dica Mão do Amor: A maioria dos idosos não possuem habilidades ou coordenação para acessar um celular ou computador. Nestes casos a presença de um cuidador se faz necessária, seja um familiar ou um profissional. É preciso que alguém abra o aplicativo, explique cada passo, podendo até mesmo segurar o aparelho para o jogador.

Atualizado em 22 de fevereiro de 2022.

Já sabemos que atividades físicas para idosos (e jovens também!) são um dos pilares para uma vida melhor e fundamental para o bom funcionamento do corpo. Exercícios físicos regulares melhoram a qualidade de vida, favorecem o bem-estar, a disposição, o sono, e ainda colaboram na prevenção de várias doenças.

Melhor ainda se puderem ser praticadas ao ar livre, pois além dos benefícios citados acima, agregam ainda mais vantagens, como respirar ar puro, entrar em contato com a natureza e estimular a produção da vitamina D por meio da exposição à luz solar.

Neste artigo queremos apresentar algumas opções de atividades físicas ao ar livre que são muito recomendáveis aos idosos:

  1. Academias ao Ar Livre
  2. Caminhadas
  3. Alongamento
  4. Tai Chi Chuan

Academias ao Ar Livre

Academia ao ar livre

No Brasil, a primeira Academia ao Ar Livre foi criada em 2008 pela Secretaria de Esportes da cidade de Maringá, com intuito de incentivar os idosos a praticarem exercícios físicos e saírem do sedentarismo. A ideia foi um sucesso e, rapidamente, se popularizou por todo o país.

Também conhecida como ATI (Academia da Terceira Idade) ou Playground da Longevidade, o espaço é formado por um conjunto de aparelhos apropriados para a prática de exercícios físicos de baixo impacto, especialmente adaptados para quem já entrou na terceira idade.Além de cumprir muito bem seu papel principal (exercitar idosos), as academias trouxeram benefícios à toda população:

  • Aumenta a disposição física e autoestima dos praticantes;
  • Gratuidade, garantindo a inclusão social;
  • Durabilidade dos aparelhos;
  • Baixo custo para a construção e para a manutenção dos aparelhos;
  • Pode ser construída em espaços reduzidos;
  • Embelezam as cidades, já que transformam espaços públicos esquecidos em áreas bonitas e bem aproveitadas;
  • Apesar de ser adaptado para idosos, todas as idades podem usufruir, gerando interação e opção de lazer entre gerações.

É necessário que cada praticante utilize os aparelhos corretos para sua condição física e siga corretamente as instruções de uso. Como geralmente não há preparadores físicos nestas academias, é importante que cada um entenda seus próprios limites.

Felizmente, as academias ao ar livre estão cada vez mais populares, tanto em iniciativas públicas, como privadas. Algumas prefeituras colocam instrutores físicos à disposição para a população, para orientá-los sobre o uso correto dos equipamentos e adequar o programa de exercícios de acordo com cada pessoa.

A Academia ao Ar Livre é uma alternativa econômica e muito eficaz, que envolve desde o bem-estar físico do idoso, até suas relações pessoais e sociais.

Vale lembrar que em tempos de pandemia, o uso das academias deve acontecer sem aglomerações e com uso de máscara. Higienize os aparelhos com álcool em gel antes e após o uso.

Caminhadas

Caminhada ao ar livre

A prática de caminhadas melhora o condicionamento físico, mantém a estabilidade do peso, ajuda a regular a pressão arterial e colesterol, além de reduzir o risco de doenças cardíacas, pulmonares, osteoporose, diabetes, demências e câncer.

Caminhar não exige habilidade, não tem custos, pode ser feito praticamente a qualquer hora do dia e não tem restrição de idade.

O hábito de caminhar, mesmo que apenas 15 minutos por dia, também é eficaz para a saúde mental, pois aumenta a sensação de bem estar, o bom humor, a disposição, e é considerado um ótimo aliado no tratamento da depressão.

Praticar a caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, colocam o idoso em contato direto com a natureza. Um estímulo e tanto!

Alongamento

O alongamento é uma forma leve, simples e eficaz de estar ativo. Idosos com boa flexibilidade são mais dispostos, independentes e, geralmente, têm a autoestima aumentada, refletindo em seu bem-estar e qualidade de vida.

A partir dos 50 anos percebe-se que os músculos já não são mais tão vigorosos, pois com o passar do tempo, há uma propensão ao encurtamento muscular e diminuição da flexibilidade. Esta limitação articular gera a perda de equilíbrio, da coordenação motora e tônus muscular, podendo comprometer a independência dos movimentos.

Exercícios de alongamento devem ser inseridos na rotina para uma vida mais equilibrada. Eles estimulam os músculos e articulações, aumentando o bombeamento do sangue para o corpo e diminuindo a perda de massa muscular.

O alongamento estimula o bem-estar físico e emocional do idoso, mas devem ser realizados com cuidado para evitar lesões.

Por isso, se possível, recomenda-se a consulta a um profissional antes da realização das atividades. Só ele pode checar se essas atividades devem ser feitas de forma independente ou supervisionada e se há alguma condição crônica que impeça o paciente de realizá-las.

Tai Chi Chuan

Tai Chi Chuan ao ar livre

O Tai Chi Chuan é uma prática milenar que nasceu na China como arte marcial, mas atualmente é mais conhecida como forma de meditação e de atividade física. Por ser muito suave, o Tai Chi Chuan pode ser praticado por pessoas com restrições para atividades físicas mais vigorosas.

De acordo com os ensinamentos chineses, os exercícios permitem trabalhar uma força energética interna, fazendo-a fluir por todo o corpo, proporcionando bem-estar físico e psíquico. Entre os benefícios, destacam-se:

  • Redução da pressão arterial;
  • Maior controle da respiração;
  • Revigora o corpo e a mente;
  • Fortalecimento muscular e equilíbrio físico;
  • Traz a serenidade através dos movimentos e da filosofia difundida;
  • Incentiva o senso de comunidade, já que geralmente é praticado no coletivo.

O Tai Chi Chuan está muito associado às praças e parques, especialmente pela manhã, já que a prática é ainda mais efetiva se praticada em ambiente silencioso e cercado de natureza. Para começar, é recomendável procurar um mestre ou instrutor.

Dicas para atividades físicas ao ar livre

Siga essas dicas para praticar atividades ao ar livre com segurança e evitar possíveis problemas:

  • Oriente-se com seu médico antes de começar a realizar as atividades físicas;
  • Realize os exercícios com calma, com movimentos lentos e constantes;
  • Respeite os limites do seu corpo e interrompa o movimento ao primeiro sinal de dor;
  • Escolha um local bem arejado e que não tenha um piso escorregadio ou desnivelado;
  • Use roupas leves e confortáveis;
  • Use calçados adequados, de preferência com solados antiderrapantes;
  • Não se exercitar em jejum;
  • Mantenha-se hidratado;
  • Atividades físicas feitas durante o dia pedem o uso de protetor solar.

A prática de atividades físicas é um dos pilares da vida saudável e independente. Adote esta ideia e aproveite cada benefício.

Atualizado em 11 de novembro de 2021.

Desde que esteja lúcido e capaz, morar sozinho é um direito do idoso garantido por estatuto. Na prática, nem sempre é algo simples assim.

Com o avanço da idade, limitações típicas do envelhecimento preocupam muito as famílias. Questionar se não seria o momento de uma companhia diária qualificada para o idoso, a fim de garantir segurança e conforto, é normal.

Juntamos algumas “pistas” que certamente podem ajudar a identificar sinais de fragilidade. Vale lembrar que os sinais, muitas vezes, vão aparecendo aos poucos. Portanto, ter um olhar atento e cuidadoso é importante.

Sinais que o idoso não pode morar mais sozinho

  • Quedas ou outros acidentes domésticos no último ano;
  • Dificuldades na execução das atividades básicas (higiene pessoal, vestuário ou alimentação);
  • Mudanças físicas perceptíveis de ganho ou perda de peso sem alteração da rotina;
  • Alimentação desbalanceada, não fresca e sem horários definidos;
  • Odores corporais desagradáveis;
  • Negligência com a aparência (como roupas sujas ou cabelos despenteados);
  • Piora na condição clínica de alguma doença crônica;
  • Exclusão social e isolamento pessoal;
  • Descontrole financeiro com atraso de contas a pagar;
  • Objetos perdidos ou guardados em locais não compatíveis.

Admitir a fragilidade de um familiar não é algo fácil, todavia necessária. Quando morar sozinho passa a não ser mais uma opção para a família ou para o idoso, algumas alternativas ficam disponíveis.

5 opções para o idoso não morar sozinho

Vale alertar que não existe caminho único. Seja como for, o importante é entender o protagonismo do idoso lúcido. Suas vontades e opiniões, devem ser sempre consideradas.

  1. Algum parente ir morar com o idoso

    Solução direta e barata que costuma ter boa aceitação, mas requer grande doação pessoal de um ou mais membros da família.

  2. O idoso ir morar com algum parente

    Mostra a atenção e o carinho envolvido, mas exige bastante empenho da família na adaptação da rotina da casa. Tanto na opção anterior como nessa, o estresse do cuidador é um problema real que pode impactar a relação familiar.

  3. Ir para uma casa de repouso

    Resolução prática para a família, mas que envolve uma carga emocional forte para o idoso. A retirada do idoso do lar e a total adaptação a uma nova realidade, deve ser um ponto de atenção.

  4. Contratar cuidadores diretamente

    Solução profissional adequada, mas que necessita muito cuidado na escolha. No entanto, problemas como cobertura no caso de faltas, vínculo empregatício e a falta de supervisão técnica devem ser levados em consideração.

  5. Contratar uma empresa de cuidadores

    Reúne a segurança e o conforto do cuidado profissional. Deixando as responsabilidades nas mãos de profissionais supervisionados por uma empresa séria e preocupada com o bem estar integral do idoso.

Para qualquer pessoa, aceitar auxílio nas tarefas diárias muitas vezes significa assinar um atestado de dependência. Portanto, convencer uma pessoa que amamos muito que o melhor para ela é justamente o contrário do que ela deseja, é uma situação muito delicada.

Dessa maneira, a contratação de empresa especializada, pode ser a forma mais leve de passar por esta fase. Assim sendo, envelhecer em casa, faz todo o sentido e a primeira opção de todos os idosos.

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Atualizado em 11 de novembro de 2021.

É inegável a forte ligação entre humanos e animais de estimação e, para os idosos, há ainda mais benefícios em dividir a vida com um bichinho.

Uma pesquisa publicada pelo National Center for Biotechnology Information, revela que os animais melhoram o bem-estar físico e psicológico do idoso. Foi concluído que 2/3 dos entrevistados consideram os pets como seus “melhores amigos” e são a “razão pela qual se levantam de manhã”.

Outra pesquisa, realizada pela Universidade de Michigan, ouviu 2 mil pessoas com idades entre 50 e 80 anos. No resultado, 55% disseram ter um animal de estimação. Os entrevistados alegaram que os animais os ajudam a aproveitar a vida e a se sentirem mais amados. Surpreendentemente, todos apontaram melhoria na saúde mental e física.

Confira os benefícios que os animais de estimação trazem para o idoso:

  • Companhia e proteção
    Idosos precisam de segurança, afeto e contato sensorial. Dessa maneira, quando se segura, acaricia ou alimenta um animalzinho, há uma troca. Os pets passam sentimento de proteção e conforto.
  • Estimulam a atividade física
    Os passeios diários são ótimos exercícios. Além disso, as brincadeiras com os animais de estimação, aumentam consideravelmente a disposição dos idosos. Os bichinhos são uma fonte de prazer que têm a capacidade de diminuir o sedentarismo.
  • Interação social
    Caminhar pela vizinhança com um pet incentiva a interação visual e verbal entre pessoas, já que sempre temos uma boa história para contar sobre nosso “filho de patas”.
  • Efeito calmante
    Os animais de estimação oferecem conforto e baixam o nível de ansiedade. Brincar com eles aumenta os níveis de serotonina e dopamina, que estimulam o relaxamento. Os pets também causam um efeito calmante em idosos com alguma demência, como o Alzheimer ou que exibem comportamento agressivo ou agitado.

Como escolher o animal de estimação ideal para o idoso?

Ainda de acordo com a pesquisa da Universidade de Michigan, os cachorros foram os pets mais comuns entre os citados. Os gatos aparecerem em segundo. Por último aparecem outros pequenos animais, como aves e hamsters.

Primeiramente é importante levarmos em consideração alguns aspectos importantes na hora de escolher um animal. Dentre eles, o mais relevante é o “encaixe” entre as personalidades do idoso e do pet. Pessoas tranquilas, geralmente preferem animais mais calmos e relaxados. Enquanto personalidades mais agitadas, preferem animais de maior porte e ativos. Toda a atenção na hora de escolher!

Outro ponto é a idade do animal. É melhor adotar um animal já adulto e com treinamento. Isso é bem verdade no caso de pets de grande porte. Por isso, tente buscar por animais de pequeno ou médio porte. No caso dos cães, Pugs e Dachshund (o salsicha) são boas escolhas.

A dica de ouro é colocar o idoso em um papel de protagonismo. Essa dica vale em todas as situações! Por isso, o idoso, sempre que possível, deve estar no centro das decisões. Afinal de contas, ele é o protagonista.

Notas Mão do Amor

  1. Os pets trazem propósito e identidade ao idoso. Porém, antes de adotar ou comprar um animalzinho, certifique-se que ele é tranquilo, e se tem tamanho adequado para não causar quedas, por exemplo. Evite animais que precisam de algum cuidado especial, para que dessa maneira não cause ansiedade no idoso.
  2. Conviver com um animal é recomendado no tratamento Pós-Covid19, pois ajuda na saúde emocional dos idosos!
  3. Cuidar de um bichinho é cuidar de uma vida. Seja responsável, tratando o animal com carinho e respeito que, sem dúvidas, uma linda amizade nascerá. Acima de tudo, jamais abandone um animal! Animais de estimação são puro amor e por isso só trazem benefícios para os idosos.

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Atualizado em 11 de novembro de 2021.

A aposentadoria é um momento aguardado e, paralelamente, também é uma grande preocupação para aqueles que se aproximam dessa fase.

Se aposentar envolve mais do que apenas descansar e receber o dinheiro da aposentadoria. É um momento que envolve muito planejamento em todas as etapas, pois geralmente causa mudanças na rotina familiar, financeira e psicológica.

Assim como acontece com a nossa saúde, que precisamos cuidar desde jovens para obter um envelhecimento ativo, a aposentadoria também precisa de uma atenção precoce.

E como planejar a aposentadoria?

Para começar, destacamos a importância do aspecto financeiro. Aposentar com tranquilidade é o objetivo de todos, mas, colocar esse plano em prática exige esforços antecipados.

Nem sempre é fácil preservar parte do salário mensal pensando no futuro, embora esta atitude seja fundamental àqueles que pretendem chegar à terceira idade com uma vida financeira estável.

Nada mais complicado que chegar o momento de descansar, mas ter que lidar com preocupações constantes relacionadas ao dinheiro.

Idosos costumam ter gastos relevantes com medicamentos, plano de saúde, consultas médicas, suplementos alimentares, produtos específicos, além de acompanhamento de profissionais especializados, como fisioterapeutas e cuidadores.

Uma aposentadoria desprovida de recursos financeiros causa transtornos e constrangimento na vida do idoso. Muitas vezes, passa a depender da ajuda de familiares, perdendo a própria autonomia.

Por isso, um planejamento adequado pode evitar essa triste situação. Algumas atitudes podem ajudar a planejar a aposentadoria de forma mais consistente e garantir maior segurança financeira.

1. Comece o quanto antes

Quanto antes começar a construir seu projeto de aposentadoria, maior a garantia de colher bons frutos quando chegar o momento.

Se o seu tempo de contribuição na previdência for mais longo, maior será o retorno financeiro e menor será a quantia mensal a ser aplicada.

Recentemente se fez necessário uma Reforma da Previdência no Brasil. Com o envelhecimento da população, para sustentar a pirâmide financeira do país, foi preciso aumentar o tempo de contribuição individual.

Mais um bom motivo para começar a contribuição na previdência o quanto antes.

2. Considere a previdência privada

A previdência privada é uma opção interessante para aqueles que não pretendem depender apenas do INSS na hora de planejar a aposentadoria. Ao contrário da contribuição pública obrigatória, existem diferentes planos de previdência privada, o que amplia o leque de escolhas.

3. Faça investimentos

Pulverize seus investimentos. Além da previdência, estude outras opções que possam gerar renda futura, como ações, investimentos, poupança, imóveis.

4. Organize sua vida financeira

Controlar seus gastos, administrar suas rendas e não fazer dívidas são atitudes fundamentais para o início de um bom planejamento. Sempre que possível, faça investimentos focados em retorno futuro.

Continuar trabalhando após a aposentadoria deve ser uma escolha pessoal, e não uma necessidade. Infelizmente, é comum idosos brasileiros com dificuldades financeiras, impossibilitados de se sustentarem, buscarem algum tipo de trabalho para gerar renda ou dependendo de apoio familiar.

Aspectos psicológicos

Muitos aguardam a chegada da aposentadoria com positividade, prontos para aproveitar ao máximo todos os benefícios de não ter mais um vínculo empregatício, e assim, poderem dedicar todo o tempo para atividades prazerosas.

Porém, para outra parte da população, parar de trabalhar traz sentimentos controversos.

A falta de convívio diário com colegas de trabalho, de tomar decisões profissionais, ou de ter as finanças reduzidas, são questões que impactam diretamente a vida de qualquer pessoa.

É comum estas pessoas se sentirem “inutilizadas”, sem propósitos, desvalorizadas. Sentimentos que podem desencadear um estado deprimido.

Além do ócio, existe uma nova realidade também dentro de casa, que é voltar a conviver integralmente na rotina familiar, situação que pode gerar um estresse emocional.

Conheça alguns sintomas e sinais de depressão após aposentadoria:

  • Apatia;
  • Sentimento de solidão
  • Tendência autodepreciativa;
  • Diminuição no apetite;
  • Perda ou ganho de peso significativo sem motivo aparente;
  • Confusão mental;
  • Alteração do sono;
  • Pensamentos recorrentes sobre morte.

Lembre-se que ter apoio emocional é muito importante. É necessário que a família e amigos entendam a situação e mantenham um suporte emocional. Depressão tem tratamento e um profissional deve ser procurado o quanto antes.

Aposentei, e agora?

Nos anos 60, a expectativa média de vida no Brasil era de 52 anos. Porém, com a transição demográfica, hoje este índice chega a 76 anos.

Isso significa que, após a aposentadoria, as pessoas ainda podem ter muita vida ativa pela frente.

Quem acaba de se aposentar deseja aproveitar as horas vagas da melhor forma possível. Ainda há muito o que aprender e viver, e essa é uma oportunidade e tanto.

Vamos apontar algumas possibilidades sobre como se manter ativo e ser produtivo após a aposentadoria:

Continuar trabalhando

Seja por opção ou por necessidade, esta é uma prática cada vez mais frequente, considerando principalmente a questão da maior expectativa de vida.

E são muitas as vantagens. Além da possibilidade de acumular rendimentos (salário e aposentadoria), muitas empresas disponibilizam plano de saúde e odontológico. Uma garantia de economizar com despesas médicas.

Trabalhar estimula as atividades cerebrais e cognitivas, importantíssimas para esta idade. Pessoas que trabalham sentem-se mais úteis, valorizadas, e a convivência com outras pessoas mantêm o círculo social mais ativo.

O ideal é encerrar as atividades profissionais aos poucos, até se ajustar à nova rotina. Nesta fase, prefira se direcionar para uma atividade com menos exigências e que seja prazerosa. Essa é uma boa forma de começar a desacelerar.

Uma opção para quem está encerrando suas atividades é o trabalho de consultoria. Afinal, estamos falando de uma vida inteira de habilidades e qualificações. Transmitir seus conhecimentos é uma prática livre, que pode ser exercida em diferentes contextos.

Voltar a estudar

Nada impede que você dê continuidade ou até mesmo otimize suas habilidades e suas qualificações, profissionais ou não, durante essa fase da vida.

Ótima oportunidade para fazer aquele curso que sempre quis, mas nunca sobrou tempo. Pode ser um curso técnico, superior, ou aquelas aulas de artes ou informática que nunca saíram do papel. Sempre é hora de aprender!

Adquirir novas habilidades

Ocupe sua mente com atividades prazerosas como leitura, jardinagem, culinária, música, artes, esportes, entre outras. Pense em algo que te dê prazer e que possa fazer parte do seu dia a dia. Ao transferir o foco do trabalho para um hobby, é possível se sentir útil, conhecer novas pessoas e, também, novos talentos.

Aprender um novo idioma

Esse tipo de aprendizado requer tempo e dedicação, mas é muito enriquecedor.

Falar uma língua nova também pode ser muito útil, já que sempre existe a chance de usar os conhecimentos em um grupo de estudo ou em uma viagem internacional.

Fazer trabalhos voluntários

Existem diversas entidades e ONG’s de proteção dos animais, meio ambiente, com idosos e/ou crianças em condições vulneráveis, enfim, são muitas possibilidades de ser útil a uma causa que julgar importante. E o melhor do voluntariado é poder se entregar de coração e engrandecer nossa alma.

Ter uma vida saudável

A rotina de quem trabalha pode comprometer boa parte do dia. Aproveite sua agenda livre para cuidar de você.

Praticar exercícios físicos regularmente provoca a liberação de endorfina, que promove a sensação de bem-estar e contribui para diminuir o risco de depressão. Além disso, melhora a qualidade do sono, promove a autoestima e contribui para o bom funcionamento de todos os sistemas fisiológicos do organismo.

Uma alimentação saudável mantém nosso corpo mais disposto e regulado.

Mantenha um círculo social

A solidão é um dos principais fatores de risco para a depressão. Portanto, é muito importante você se cercar de amigos e familiares. Procure pelas pessoas, faça um curso, participe de grupos de apoio, viaje e promova encontros com a família e amigos.

Descansar é tão importante quanto trabalhar

Nem todo mundo dá a devida importância para o real sentido da palavra “descanso”. É claro que há quem sinta falta da rotina corrida, contudo, isso não significa que você não precise (ou mereça) descansar.

Permita-se! Se você chegou à aposentadoria, é porque superou os desafios de toda uma carreira profissional.

Durma até mais tarde, planeje uma viagem, faça as coisas com calma. Nada mais justo do que relaxar e aproveitar sua vida.

Aceitar a idade é essencial para você se sentir bem consigo mesmo e para aproveitar a vida após a aposentadoria. Admita que o corpo pede descanso e cuidados, e valorize todo o seu conhecimento e experiência.

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Atualizado em 11 de novembro de 2021.

A perda de um cônjuge é um processo doloroso em qualquer idade. O impacto da morte pode tomar grandes dimensões e ser devastador. Não raro, leva a uma depressão fatal. Por isso, entender o luto na viuvez é um passo importante para conseguir ajudar.

A população viúva é predominantemente idosa e feminina. Isso ocorre devido a maior expectativa de vida da mulher e que, no geral, casais são formados por esposas mais jovens que os maridos.

Entendendo o luto

A morte do companheiro traz um sentimento de vazio profundo e desorientação. É como se uma parte de si também deixasse de existir. Diversos fatores como os pessoais, circunstanciais e culturais podem estar relacionados com a contribuição ou dificuldade em elaborar e expressar a dor referente à perda do cônjuge.

Há fatores que podem aumentar ou minimizar as dores da perda. Tempo de convivência, o grau de cumplicidade, se era um bom relacionamento, se havia harmonia, se havia mais pessoas morando com o casal, e até mesmo a personalidade da pessoa viúva.

Quanto maior a trajetória lado a lado, mais momentos a lembrar e maior a cumplicidade, conquistas e derrotas, ou seja, toda uma história conjunta. Os papéis e costumes desenvolvidos por um casal no decorrer de um longo matrimônio se desfazem com a morte do parceiro. E esta nova realidade exige uma “reconfiguração da vida” de quem fica, seja afetiva, social, familiar ou de rotina.

O processo de luto afeta não só o emocional. A pessoa viúva também fica suscetível ao surgimento de doenças físicas, já que todo o emocional está desorganizado, abrindo as portas para a somatização dos sentimentos em consequências no corpo humano.

Quanto tempo dura o luto na viuvez?

O tempo torna-se um aliado no alívio da dor e sofrimento, gerado pela falta do convívio decorrente da morte.

A pessoa enlutada entra em um estado de recolhimento, onde passa por uma trajetória emocional complexa, logo após a perda.

Durante esse tempo, é comum que a pessoa sinta-se muito triste, tenha crises de choro, se recuse a sair de casa e perca o interesse em atividades que antes davam prazer.

No período de luto, manifestações decorrentes do processo de perda podem ser representadas por raiva, culpa, protesto, amargura e auto-acusação que podem ser mantidas até a recuperação do processo de luto, de encontro com a aquisição de uma nova identidade do enlutado.

Segundo a psiquiatria, o luto costuma durar de 1 a 2 anos e passar por 5 estágios:

  1. Negação

    Normalmente, a reação imediata ao ouvir a notícia da morte de alguém amado é rejeitá-la. A pessoa enlutada não acredita nem quer tentar acreditar na possibilidade de ter perdido um ente querido, então, rejeita a própria realidade.

    A negação, neste caso, tem como objetivo protegê-la de uma verdade inconveniente, a qual pode desestruturá-la psicologicamente.É comum que a pessoa enlutada busque o isolamento social e o distanciamento de tudo que lembre o indivíduo que partiu, neste período.

  2. Raiva

    Sentimentos de raiva, angústia, desespero, medo, culpa e frustração se manifestam constantemente. Este turbilhão domina a mente da pessoa enlutada, fazendo-a ter condutas ríspidas e desagradáveis. Quando alguém tenta trazê-la para realidade, ela reage com agressividade, ainda incapaz de aceitar a perda. É possível que a pessoa em luto expresse a sua raiva por meio de atitudes autodestrutivas, como beber exageradamente, brigar com desconhecidos e destruir propriedade alheia. Como está transtornada, ela não compreende a gravidade de suas ações. Neste estágio também é comum a pessoa se vitimizar.

  3. Barganha ou Negociação

    Esta fase do luto se constitui por negociações. A pessoa enlutada negocia consigo mesma ou com a entidade superior em que acredita na tentativa desesperada de aliviar a sua dor. Pensamentos como “se eu tivesse feito isso” ou de “se eu fizer alguma coisa, posso reverter a situação” rondam a mente da pessoa em luto.

    Mesmo que ela tenha consciência da impossibilidade desses feitos, ela inconscientemente os alimenta para consolar a si mesma.

  4. Depressão

    Uma das fases do luto mais intensas é a depressão. A pessoa é acometida por um grande sofrimento, o qual pode se prolongar por semanas ou meses. Ela se apega à dor causada pela partida do ente querido, usando-a como combustível para permanecer em estado depressivo.Assim, a pessoa enlutada chora copiosamente, repensa as suas decisões e experiências de vida, se isola de familiares e amigos, tem crises de saudade e não consegue retomar à vida normal da mesma maneira que antes.Este estágio do luto requer muita conversa e apoio de pessoas próximas, além de acompanhamento psicológico. A pessoa em luto pode acabar desenvolvendo um transtorno de depressão profundo e não conseguir chegar ao estágio de aceitação da morte.

    Além da perda, a pessoa idosa também passa a ter confrontos com a morte e a finitude da própria vida. Alguns querem apressar este momento, na esperança de encontrar com seu amor que partiu. Outros passam a entender que seu fim de vida também está próximo, causando angústias e aumentando o estado depressivo.

  5. Aceitação

    A aceitação é a última etapa do luto, mesmo quando os estágios anteriores não foram lineares.

    É neste momento que a pessoa enlutada compreende a sua nova realidade, constituída pela ausência de quem partiu. Os sentimentos e angústias já foram externalizados, resultando em uma sensação de paz interior. 

    Aceitar a perda não significa seguir a vida como se a pessoa amada nunca tivesse existido. Não é esquecer os momentos bons partilhados com ela nem enterrar lembranças calorosas em um canto da mente. A saudade ainda vai mexer com as emoções e a pessoa amada ainda vai visitar os pensamentos, mesmo anos após a sua partida. 

Entenda como ajudar uma pessoa em luto

O luto é um processo compreensível para o enfrentamento de situações dramáticas como a perda de um ente querido. Apesar de dolorido, é primordial para a reorganização da vida de quem fica.

Para que a viuvez não represente o fim de uma vida feliz, torna-se essencial o apoio familiar.

Logo após a morte, é comum a família dobrar a atenção e cuidados com a pessoa viúva, mas, com o passar dos dias, os familiares vão retomando sua rotina e compromissos pessoais. Vimos que o processo de luto é lento, ainda mais se o cônjuge passa a morar sozinho(a). É necessário apoio familiar integral durante todas as etapas, não apenas após o falecimento. 

Familiares e amigos próximos são peças fundamentais para motivar a reconstruir a vida. Isso pode ser entendido através do contato com outras pessoas, uma atividade física, uma ocupação que leve ao sentimento de utilidade perante a sociedade.

Estudos mostram que tarefas psicossociais também são primordiais para o ajustamento à viuvez. No caso de mulheres viúvas, caracteriza-se comumente por três fases:

  1. Como tarefa inicial, é importante buscar desatar os laços com o companheiro, admitir a sua morte e transformar as experiências compartilhadas em lembranças;
  2. Após aproximadamente um ano, a atenção costuma se voltar ao funcionamento do cotidiano e aos afazeres domésticos;
  3. Passados um ou dois anos da perda do cônjuge, são realinhados os relacionamentos no sistema familiar e a viúva costuma buscar novas atividades, bem como retoma o interesse por outras pessoas.

O luto é um processo complexo e cada um sabe entender seu tempo de dor e reclusão. O mais importante é entender os sentimentos da pessoa que ficou e dar espaço para que ela “vivencie o luto”. Porém, é necessário estar apoiando e incentivando durante todo este processo. 

Lembre-se: A saudades será eterna, mas o luto deve ser um estágio provisório. A pessoa viúva está emocionalmente fragilizada. Ofereça acolhimento e proteção, mas também o incentive a voltar para os prazeres da vida e às pessoas que aqui ainda estão.

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Atualizado em 28 de outubro de 2021.

A comunicação com uma pessoa idosa nem sempre é clara e simples. Em alguns casos, pode existir limitações físicas, cognitivas e emocionais agindo como ruídos. Sendo assim, precisamos ter alguns cuidados especiais para garantir uma boa compreensão entre as partes e suprir com tranquilidade este importante aspecto do relacionamento.

Neste post listamos 10 dicas que podem facilitar muito a comunicação com os idosos, sempre com muito respeito e empatia.

10 dicas de comunicação com os idosos

  1. Trate o idoso com respeito e dignidade chamando-o sempre pelo nome, pois este é o seu maior patrimônio;
  2. Não lide com o idoso como uma criança, através de expressões como “fazer pipi” ou “vamos papar”;
  3. Os gestos e a carga emotiva da voz têm tanto poder quanto o conteúdo do discurso;
  4. Fale sempre olhando para o idoso, pois além de facilitar sua compreensão, ainda lhe permite checar se está havendo entendimento por parte dele;
  5. Seja flexível e não exija além da capacidade própria do idoso;
  6. Mantenha sempre a calma e a tranquilidade, pois carinho e bom humor são contagiantes;
  7. Não tenha pressa para falar e não apresente ansiedade em ouvir e compreender;
  8. Guie a conversa auxiliando o idoso a se expressar, mas não restrinja sua vontade;
  9. Evite assuntos polêmicos que geram irritação, atrapalhando a sequência da conversa;
  10. Sempre se coloque no lugar do idoso. Empatia faz milagres!

Estas atitudes simples certamente trarão maior conforto e felicidade para o idoso, que se sentirá socialmente incluído, uma vez que a exclusão comunicacional gera isolamento e frustração. Pratique!

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